Anatoli

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O IMPÉRIO PORTUGUÊS - Parte 3

[UMA HOMENAGEM AO POVO PORTUGUÊS DAS NAVEGAÇÕES E CRISTIANIZAÇÃO DOS POVOS]
- Trata-se de 4 vídeo-aulas, imperdíveis, sobre o que foi o povo português e o que representou para a Civilização Ocidental, e, um pouco também para o Mundo Oriental.
Crédito: Associação Cultural MONFORT


Título da aula: O Império Português – Parte 3
Apresentação: Guilherme Chenta.
Exposição: Prof. Marcelo Andrade.
Data de gravação: 17/07/2012.
Data de publicação: 21/08/2012.
Duração: 92 minutos.
Pauta:
1.    Introdução: recapitulação de alguns pontos da Guerra Luso-Holandesa (1595 – 1663).
2.    A Restauração Portuguesa (1640) e o reinado de Dom João IV (1640 – 1656).
3.    O reinado de Afonso VI (1656 – 1683).
4.    O reinado de Dom João V (1706 – 1750).
5.    O período pombalino (1750 – 1777).
6.    O reinado de Dona Maria I (1777 – 1816).
7.    Breve explicação sobre o Liberalismo.
8.    A vinda da família real para o Brasil (1808).
9.    A Revolução Liberal do Porto (1820).
10.  A Independência do Brasil (1822).
11.  As disputas políticas em Portugal: dos anos 1820 aos 1850.
12.  As transformações liberais e manutenção do ideal missionário em Portugal.
Bibliografia básica:
1.    BOXER, Charles. Império Marítimo Português. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2008.
2.    ________________A Igreja Militante. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2007.
3.    CHAUNU, Pierre. Conquista e Exploração dos Novos Mundos. São Paulo: Livraria Pioneira Editora e Edusp, 1984.
4.    CASTRO, Américo Mendes de Oliveira. Mauricio de Nassau. Rio de Janeiro: Editora A Noite, 1943.
5.    DUARTE, José. Senhores do Sol e do Vento. Lisboa: Editorial Estampa, 1999.
6.    MOFFETT, Samuel. Christianity in Asia. New York: Orbis Books, 2007.
7.    NOGUEIRA, Carlos (organizador). O Portugal Medieval. São Paulo: Alameda, 2010.
8.    OLSON, Joseph. Jesuit Inculturation in the New World. Denver: Outskirts Press, 2009.
9.    PAGE, Martin.Portugal e a Revolução Global. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2011.
10.  SERRÃO, Joel (direção). Nova história da Expansão Portuguesa – XII volumes. Lisboa: Editorial Estampa, 2006.
11.  TENGARRINHA (organizador). História de Portugal. São Paulo: Editora Unesp, 2001.
12.  WATKINS, Ronald. Por Mares Nunca Dantes Navegados. Rio de janeiro: Editora José Olympio, 2011.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O IMPÉRIO PORTUGUÊS - Parte 2

[UMA HOMENAGEM AO POVO PORTUGUÊS DAS NAVEGAÇÕES E CRISTIANIZAÇÃO DOS POVOS] - Trata-se de 4 video-aulas, imperdíveis, sobre o que foi o povo português e o que representou para a Civilização Ocidental, e, um pouco também para o Mundo Oriental.
Crédito: Associação Cultural Monfort


Pauta:
1.    Introdução.
2.    Dom Sebastião (1554 – 1578) e o início da União Ibérica (1580).
3.    A Holanda declara guerra a Portugal (1595).
4.    Episódios marcantes da Guerra Luso-Holandesa (1595 – 1668).
5.    Um episódio marcante em especial: os holandeses no Brasil (1624–1654).
6.    O fim da Guerra.
7.    Conclusão: um balanço do conflito do ponto de vista de Portugal.
Bibliografia básica:
1.    BOXER, Charles. Império Marítimo Português. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2008.
2.    ________________A Igreja Militante. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2007.
3.    CHAUNU, Pierre. Conquista e Exploração dos Novos Mundos. São Paulo: Livraria Pioneira Editora e Edusp, 1984.
4.    CASTRO, Américo Mendes de Oliveira. Mauricio de Nassau. Rio de Janeiro: Editora A Noite, 1943.
5.    DUARTE, José. Senhores do Sol e do Vento. Lisboa: Editorial Estampa, 1999.
6.    MOFFETT, Samuel. Christianity in Asia. New York: Orbis Books, 2007.
7.    NOGUEIRA, Carlos (organizador). O Portugal Medieval. São Paulo: Alameda, 2010.
8.    OLSON, Joseph. Jesuit Inculturation in the New World. Denver: Outskirts Press, 2009.
9.    PAGE, Martin.Portugal e a Revolução Global. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2011.
10.  SERRÃO, Joel (direção). Nova história da Expansão Portuguesa” - XII volumes. Lisboa: Editorial Estampa, 2006.
11.  TENGARRINHA (organizador). História de Portugal. São Paulo: Editora Unesp, 2001.
12.  WATKINS, Ronald. Por Mares Nunca Dantes Navegados. Rio de janeiro: Editora José Olympio, 2011.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O IMPÉRÍO PORTUGUÊS - Parte 1

UM TRIBUTO AO POVO PORTUGUÊS
Esta é a primeira parte de quatro vídeo-aulas sobre o Império Português. De valor inestimável pois mostra o que o povo português fez em benefício da Civilização e do Cristianismo da Igreja Católica. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ELUCUBRANDO SOBRE A LINGUAGEM E UM POUCO MAIS


por Fernando Antoniazzi.


 Os Americanos têm o péssimo costume de não adotar a Língua Portuguesa como idioma oficial. Como podem preterir a magnífica musicalidade da ‘última flor do Lácio, inculta e bela’, em favor de uma mistura de onomatopéias, guturalismos e atualmente açodada com mais acronismos derivados da linguagem das redes sociais, embora exista o precedente de que os americanos já adotassem muitas siglas para tornar a comunicação mais prática. Sim, prática, rápida, eficiente e pobre.
Bem, este último aspecto não empobrece somente o verbo shakespeariano, posto que seja este um fenômeno de ocorrência mundial, são diversos idiomas sujeitos a isto. A propósito, algo de muito estranho e mais grave está ocorrendo, posto que frases completas estejam a ser substituídas por figurinhas e animações oriundas da comunicação nas ‘redes sociais’; o que enseja uma conclusão pesarosa: o espírito das pinturas rupestres das eras ancestrais à escrita está de volta, permeando as telinhas dos smartphones e congêneres, caracterizando um fenômeno involucionário.
A humanidade levou milhares de anos para criar códigos visuais e fonéticos, de modo a melhor estabelecer a comunicação entre, ao menos, dois interlocutores e, em pouquíssimo tempo, está ela a render-se às carinhas e figurinhas ‘Emoticons’ para fazer-se entender. As tais figurinhas são até mesmo simpáticas e ajudam a enfeitar ou emprestar humor a uma mensagem descompromissada, mas não têm estofo para substituírem a linguagem ou provocarem a interpretação de um texto... Texto? Ora, mas nem texto são!
Paradoxo outro: nunca antes na história se registrou tanta facilidade na troca de informação e esta jamais foi tão parca ou até mesmo dispensável. O discurso final de ‘O GRANDE DITADOR’ tornou-se anacrônico, aquele no qual Charles Chaplin discorre sobre rádios, aviões, pessoas que se aproximam, mas abandonam a sensibilidade, abusando do racionalismo. Fosse tal peça escrita novamente, para manter sua linha axial, certamente ao texto caberia abordar que o sentimento está ainda em declínio, mas há o gravame de que o pensamento caminha à inexistência.
Outra para pensar: a letra cursiva foi abolida em vários rincões. O teclado sobrepujou o papel e a pena... O discurso politicamente correto do marketing ecológico talvez use isto como trunfo: paperless, o futuro chegou; as árvores estarão preservadas dos escribas, os machados estarão banidos; papiro, nunca mais... Gutenberg, aquieta-te e guarda tua prensa! Apenas por exercício de pensamento, lembremo-nos de que a caligrafia também se presta ao estímulo dos movimentos delicados das mãos, refiro-me à precisão dos gestos obtida pela derivação da estrutura que opõe o polegar aos outros dedos da mesma mão, coisa ausente na natureza dos demais primatas. Ah, sim, a robótica, a cibernética e a mecatrônica já resolveram a questão por intermédio de joysticks... Está cada vez mais difícil ser apenas humano.
Que confusão! Estamos vivendo tempos em que colocamos a perder a humanidade, arrogantemente brincamos de divindade e tornamo-nos cada vez mais vazios, distantes do nosso próximo e, por conseguinte, afastamo-nos de Deus.
No dia de hoje, ao completar minha quinquagésima-primeira volta em torno do Sol, fluiu assim esta breve digressão, sem expressão maior, tão somente um flatus animae, um brainstorm de quem dobrou o Cabo da Boa Esperança e muitas vezes não gosta do que vê no espelho, seja a imagem exterior ou a interior.




MÁS LÍNGUAS, João Pereira Coutinho, em 05 de outubro de 2106


Durante uns tempos, desconfiei: entrava no restaurante, sentava-me, traziam-me o cardápio, encomendava. E o empregado trocava os pratos ou esquecia-se de alguma detalhe (bem passado, mal passado).

Agora, não há qualquer dúvida: são raros os lugares de Portugal onde sou compreendido (no Brasil, obviamente, sou um marciano). Podem ser restaurantes. Livrarias. Supermercados. Falo, falo – e o pessoal fica com o rosto estático, suspenso, em pânico. Alguns pedem ao colega do lado para anotar o meu pedido. Já pensei em usar um bloco de notas, como se sofresse de mudez patológica, e passar a comunicar-me por escrito.

O português que eu falo e o português que se usa já não são a mesma língua. É como nos filmes fantasistas onde um personagem do século XIX viaja no tempo e aparece no século XXI. As minhas frases costumam ter princípio, meio e fim. Ainda faço questão de declinar correctamente os verbos. Uso certas expressões de cortesia (“Seria possível...”, “Creio que o melhor...”, etc. etc.). Ontem, no café, cometi a imprudência de dizer que não precisava de açúcar (“Dispenso, obrigado”) e o dono replicou (“Quer ou não quer?”). Terminei o diálogo com um gesto símio de recusa e ele ficou aliviado.

Verdade que a incomunicabilidade é recíproca. Eu também não entendo o que me dizem. Apenas escuto um som gutural que tem em mim o mesmo efeito que os trovões para os homens do Paleolítico. Fico aterrado. E quando peço, a medo, para repetirem a frase, descubro que a dita cuja não é uma frase. É um vocábulo atirado ao vento com uma mistura de desprezo e cansaço. Como explicar isto?

Não tenho uma teoria. Mas desconfio que o abandono de uma cultura verbal e até literária para um mundo exclusivamente visual e digital explica a regressão. Ainda me lembro, com saudade, dos tempos em que as mensagens de telemóvel ou email eram simplificadas até à anedota. Palavras reduzidas a letras – o “que” virava “k” e o diabo a quatro. Bons tempos.

Hoje, nem isso: as mensagens surgem exclusivamente construídas com imagens e só os filhos dos meus amigos são capazes de decifrá-las.

Se a coisa continua, desconfio que acabaremos a comunicar através de pinturas rupestres, tal como os nossos antepassados pré-históricos. Exagero? Talvez. Mas, pelo sim, pelo não, vou dar um salto a Foz Côa para aprender qualquer coisinha.