Anatoli

Anatoli

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

domingo, 8 de dezembro de 2013

Mandela, pai do terror africano, mãe da NOM

Neste video está a verdadeitra face terrorista e comunista de Nelson Mandela, incensado pela mídia globalista. Descrevo o ambiente de escravidão pré e pós Nelson Mandela em torno da exploração dos diamantes e do ouro do Sul da África. Relato a origem do país e da escravidão que, embora não criando a crueldade, serviu à ideologia marxista-leninista. A África do Sul continua miserável depois de Mandela. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

MEUS SAPATOS

“... só andando com os sapatos dos outros é que podemos saber como é a vida de alguém”

Uma fábula sobre as aparências na vida, de Nima Raoofi.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O MUNDO DO BALÃO MÁGICO


Em "Assim que se lê". os alunos da Escola Mundo do Balão Mágico lêem com fluência as mais diversas histórias. Confira.



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SEXO OU GÊNERO?

Masculino e feminino, esses são os dois únicos sexos da raça humana. Mas surgiu nos últimos anos uma ideologia perigosa que substitui a palavra sexo por um conceito bem mais elástico: gênero. A mudança é perigosa: trata-se de um projeto político e ideológico de reconstrução da identidade humana, a partir da relativização da sexualidade.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS (de LISIEUX)

Hoje, dia 1º de outubro, comemora-se o dia de Santa Teresinha do Menino Jesus. Copiamos do website do Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr. este lindíssimo e emocionante pronunciamento que dedicamos em homenagem àquela que dedicou sua vida à Nosso Senhor Jesus Cristo.



Nasceu em Alençon, França, em 2/1/1873
Faleceu em Lisieux, França, em 30/09/1897
Canonizada em 17/5/1925 pelo Papa Pio XI
Proclamada Doutora da Igreja em 19/10/1997 pelo Papa João Paulo II

sábado, 28 de setembro de 2013

UMA FOLHA QUE CAI DO CÉU

O vídeo que você verá a seguir mostra o resultado alcançado pelos países que adotaram o socialismo como regime político e com isso aboliram Deus, entronizaram o Estado na solução dos problemas humanos e na criação do "paraíso" na Terra, onde valores e tradições são sepultados peremptoriamente.

O Editor.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

BEETHOVEN - Concerto para violino e orquestra, Op. 61

Maestro: Seiji Ozawa
Violino: Anne-Sophie Mutter
Viena, 2008


De tempos em tempos é preciso oxigenar os espíritos para que a vida não se transforme num mundo de fel como os tempos atuais têm proporcionado a todos. Dentro desta proposta, inseri este Concerto para que os leitores possam usufruir desta paz de espírito que esta apresentação magna nos proporciona.

Anatoli Oliynik



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O CIRCO MIDIÁTICO

SINFONIA Nº 5 DE MAHLER

Sinfônica de Chicago
Maestro: Daniel Barenboin

Nota: Para não vomitar nas togas da cachorrada, o melhor a fazer é ouvir a Sinfonia nº 5 de Gustav Mahler com destaque especial para o 4º Adagietto.


Composta durante o verão de 1901, no tempo em que as pessoas tinham vergonha na cara, não faziam politicalha nojenta e rasteira na mais alta corte judiciária do país, não se mancomunavam com ladrões e quadrilheiros, nem os protegiam, a Quinta Sinfonia foi estreada em Colônia sob a regência de Mahler a 18 de outubro de 1904.
A Quinta constitui a primeira etapa da trilogia de sinfonias, e não trilogia de ladrões corruptos nos três poderes e nem de quadrilhas togadas, puramente instrumentais do período médio de Mahler.

Trata-se de uma Marcha fúnebre, muito apropriada ao momento onde acaba de ocorrer a morte por assassinato da ética, da moral, dos bons costumes e da virtude que acabamos de presenciar no país das Bruzundangas.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO SER UM IDIOTA


A sede do brasileiro por informações verdadeiras é o que explica o sucesso instantâneo do best-seller "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota", que reúne praticamente 20 anos de trabalho jornalístico do filósofo Olavo de Carvalho. O Pe. Paulo Ricardo apresenta a riqueza do pensamento do professor Olavo e convida as pessoas a entrarem em contato com a realidade e abandonarem a histeria idiotizante que predomina no ambiente cultural, político e religioso do país.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

CIRCO DOS HORRORES !

Satanás se instalou na Igreja brasileira

O papa Paulo VI disse que “a fumaça de Satanás penetrou na Igreja Católica”. Primeiro, foi ele próprio quem abriu a janela; segundo, o príncipe dos demônios escolheu o Brasil para estabelecer o seu vice-reino.
O vídeo mostra a Juventude do Carmo homenageando a princesa do Capiroto, uma comunista, abortista e atéia, com o beneplácito da Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Itaquera.

Um espetáculo deprimente, o circo dos horrores, a vergonha para os verdadeiros, autênticos e tradicionais católicos apostólicos romanos. Nossa Senhora do Carmo, perdoa-os, eles são ignorantes, quero crer. Ilumine a mente dessa gente para que não se perca na escuridão e nas profundezas do inferno. Amém!


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"O SILÊNCIO NÃO VAI AJUDAR A IGREJA"

“O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo


Paulo Ricardo de Azevedo Junior

29/10/2011 | 00:36 Paulo Briguet
Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre no sentido pleno da palavra. E não apenas por usar batina. Eis um padre que segue o catecismo, o missal e a doutrina católica. Um padre que defende a Igreja e o papa. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Um padre que conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação. Um padre à maneira antiga – tão antiga quanto os 2 mil anos da Igreja Católica.
Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.
Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso). É autor de diversos livros e apresenta o programa semanal “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.
Durante uma visita do padre Paulo Ricardo por Londrina e região, em setembro, o JL realizou a seguinte entrevista. Entre os assuntos abordados, o papel dos cristãos na sociedade contemporânea e uma relação especial com a cidade de Londrina.
JL: Em 2005, o sr. passou por uma experiência pessoal muito importante em Londrina. O que aconteceu? E de que forma essa experiência o marcou?
Padre Paulo Ricardo: Há seis anos, eu estava vindo de São Paulo e o avião fazia escala em Londrina, indo para Cuiabá. Aconteceu que o avião atrasou, tivemos que ir para o hotel. Depois voltamos para pegar o avião outra vez. Uns cinco minutos depois da decolagem, houve um estouro na turbina direita. Trinta segundos depois, um novo estouro. Ninguém sabia o que estava acontecendo. O pessoal ficou apavorado. O avião continua estável, o que se via claramente. Fiquei pensando: vou observar. Se eu notar que vai ocorrer o pior, dou a absolvição coletiva.
Enquanto eu não sabia o que estava acontecendo, fiz meu ato de contrição, pedi a Deus perdão do meu pecado – e esperei. Enquanto esperava, pensei que havia sido prudente inutilmente. Agora eu estaria me apresentando diante de Deus, Deus iria pedir conta do meu ministério, e eu fui prudente a vida inteira, porque queria ser bispo, queria fazer carreira, não queria me queimar. Dali para frente aquilo marcou. Dali para frente eu vi que era um homem morto. Deus me disse assim: “O que eu havia previsto para você eram somente estes anos de sacerdócio, agora você vai morrer, acabou, e você não deu conta do recado. Você escondeu seus talentos”.
Dali para frente resolvi me considerar um homem morto. Porque Deus estava me dando uma segunda chance. Eu não poderia mais me colocar numa situação de prudência, pensando no futuro. O bom soldado, quando vai para a guerra, não tem que se preocupar em voltar para casa. Ele tem que se preocupar em sobreviver o maior tempo possível para fazer o maior estrago para o inimigo. O soldado sabe que um dia vai levar um tiro e um dia vai sair de ação.
Esse foi meu exame de consciência: o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser guardado. Dali em diante, eu vi que a minha batina não é um enfeite, ela é uma mortalha. O sacerdote é um homem que deveria ter morrido para o mundo; se ele não morreu para o mundo, o que está fazendo aí? Afinal de contas, a Igreja e o sacerdócio ou servem para o Céu, ou não servem para nada, podem fechar as portas.
JL: E de que maneira a Igreja Católica pode assumir a sua verdadeira missão?
Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI, na encíclica “Spe Salvi”, [disse] que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.
Paulo Briguet: Foi a partir desse episódio que o sr. iniciou o trabalho de evangelização na internet?
Padre Paulo Ricardo: Na verdade, a coisa foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida... Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciada pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. Vivia mais no Vaticano do que Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano. Mas aconteceu que em 1997, tive uma experiência de conversão. Uma experiência com Santa Teresinha. Ali eu comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, eu conheci pela internet o filósofo Olavo de Carvalho e comecei a ler tudo que ele escrevia. Foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Você descobre por que apanhou a vida inteira: você descobre por que lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo debaixo da mesa. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005 para frente, eu passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.
JL: Como o sr. definiria hoje o seu papel na Igreja?
Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.
O filósofo Eugen Rosenstock-Huessy, pouco conhecido no Brasil, analisa as doenças da linguagem. Uma delas é a guerra; outra é a crise. O que caracteriza a guerra? A guerra é quando eu não quero ouvir o meu inimigo. Já a crise é o contrário: é não falar ao amigo. Meu amigo precisa de minha ajuda, eu sei onde está a solução, mas por conveniência eu calo. Assim a sociedade entra em crise. A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos, como o papa Bento XVI descreve com muita clareza, até porque ele mesmo é vítima desse processo. O martírio dos tempos modernos é o assassinato da personalidade. É transformar o sujeito em não-pessoa. É a calúnia, a perseguição. Você vai sendo fritado. Então, hoje nós precisamos na Igreja do Brasil de padres e bispos mártires. Uso sempre a palavra profético, mas a palavra mais adequada seria mártir. Martyrios em grego quer dizer testemunha. Alguém que crê tanto no Reino do Céu que está disposto a desprezar o reino dos homens.
JL: Há uma guerra cultural em curso no Brasil de hoje, à semelhança do conflito que Peter Kreeft identificou na sociedade norte-americana?
Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda. A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças. Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Bento XVI, nesse sentido, foi o homem da Providência para a Igreja e para o Brasil. É preciso recomendar que o cardeal Joseph Ratzinger foi o homem que condenou a Teologia da Libertação. Antes, quando se citava o cardeal Ratzinger, tudo quanto era bispo e padre aqui no Brasil dizia que isso era uma “visão radical”. Hoje em dia, cita-se Bento XVI e todos têm que ficar calados, porque não podem dizer que o papa é radical. O papa nos deu carta-branca. Está servindo como escudo para que a gente possa agir. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar as lutas que o papa está lutando. De tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento do papa é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis a Bento XVI – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papa, eles não podem mais dizer isso.
JL: O sr. sempre diz que no Brasil tenta-se impor uma minoridade social aos católicos. Em que consiste esse processo?
Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas. Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. Eles são tão cidadãos quanto nós; têm o direito de ser ateus. Só que, numa democracia, quem dá o tônus do ambiente cultural é a maioria. A maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O MISSAL DE PAULO VI E A REFORMA DA REFORMA LITÚRGICA


 

O pontificado de Bento XVI deu uma atenção especial à chamada “reforma da reforma”. O foco era corrigir as imprecisões e aberturas do Missal de Paulo VI, que dão espaço a interpretações protestantes da Celebração Eucarística. Mas quais são essas aberturas e como elas surgiram? E qual deve ser a posição dos católicos frente a esses problemas? Assista à gravação do último programa Ao vivo com Padre Paulo Ricardo e tire todas as suas dúvidas a respeito desse assunto tão caro à nossa fé cristã.

domingo, 28 de julho de 2013

COMUNISMO E TOTALITARISMO PETISTA

Por Carlos Reis

Publicado em 12/07/2013

O Partido dos Trabalhadores e o governo Dilma mostram sua face totalitária. Reação às manifestações são totalitárias, de força. O comunismo mostra a sua cara. Brasil da inflação petista, da corrupção bilionária da Petrobrás que começa a ser investigada; Eike Batista e seu escandaloso golpe com a ajuda de Lula no BNDES. O Foro de São Paulo está sendo mostrado pelo próprio governo Dilma. O segredo está acabando. Médicos escravos é loucura petista. Soluções Inconstitucionais, estúpidas e burras.
 


sexta-feira, 26 de julho de 2013

O MARXISMO E A DESTRUIÇÃO DAS FAMÍLIAS

O tema abordado neste Parresía é o fundamento filosófico e histórico da guerra que está sendo travada atualmente contra a família. Ela se manifesta de diversas formas: divórcio, depravação moral, perversão na educação, uniões diversas, principalmente, a união homossexual. De onde vem essas ideias? Serão elas produtos da "evolução" da sociedade? Surgiram de maneira natural? Seria possível interferir, parar o processo?
 
Algumas pessoas poderão se surpreender ao serem informadas de que existe  um objetivo bem claro nessa luta e que nada nela acontece ao acaso. A origem remonta a Karl Marx e seu ideal socialista. Assim, baseando-se nos escritos marxistas, Padre Paulo Ricardo faz uma reflexão sobre a tentativa persistente de destruição da família.
 




sexta-feira, 19 de julho de 2013

OS PERIGOS DO VETO PARCIAL DO PLC 03/2013



Na iminência da sanção presidencial ao PLC 03/2013, alguns setores manifestaram-se pela sugestão de veto parcial a alguns artigos do projeto. Essa postura foi adotada também pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que, a título de informação, emitiu uma nota aos seus membros.
Porém, aquela opinião não é unânime. Alguns setores entendem que o projeto é nefasto e que, caso seja sancionado sem veto ou mesmo vetado parcialmente, significará um caminho sem volta para a prática irrestrita do aborto no Brasil.
A história do avanço da cultura da morte no mundo e da liberação do aborto em países latino-americanos comprovam que basta uma pequena faísca perto de um punhado de pólvora para que o fogo se espalhe. Foi o que aconteceu no Uruguai, e é o que acontecerá no Brasil caso o PLC 03/2013 não seja TOTALMENTE vetado pela presidente Dilma.
No Programa Ao Vivo, veiculado excepcionalmente na data de 19 de julho de 2013, Padre Paulo Ricardo faz uma grave denúncia: o que parece ser uma medida que trará benefícios às vítimas de violência sexual, na verdade não passa de um "cavalo de Tróia" que introduzirá de maneira irreversível o aborto no Brasil.
Mais que isso, Padre Paulo Ricardo pede aos setores que estão apoiando o veto parcial, inclusive para a CNBB, que reconsiderem, que levem em conta o que a história demonstra com os fatos e que não se deixem levar por opiniões baseadas na letra da lei, afinal, um papel em branco aceita qualquer palavra. O dia a dia pode ser bem diferente do que a academia diz e o sangue dos bebês abortados poderá manchar, sem dúvida alguma, as mãos de todos os envolvidos. O pecado do aborto é um crime que clama aos céus.
Obedeçamos ao Papa Francisco: defendamos a vida "desde a concepção até o seu fim natural." Obedeçamos.

Links dos documentos citados neste vídeo:

  1. PL-20-1991
  2. Folha - Aborto 97-98
  3. Norma Técnica - José Serra - 1998
  4. Norma Técnica - José Serra - 2002
  5. Norma Técnica - Humberto Costa - 2005
  6. Norma Técnica - Atenção Humanizada - 2005
  7. Norma Técnica - 2012

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O EVOLUCIONISMO DE CHARLES DARWIN: Sentido, história e erros filosóficos



Título da aula: O evolucionismo de Charles Darwin: sentido, história e erros filosóficos.
Apresentação: Guilherme Chenta.
Exposição: Professor Dra. Marina Vanini.
Data de gravação: 26/11/2010.
Data de publicação: 03/12/2010.
Duração: 94 minutos.
Pauta:
1.    Introdução: a importância do tema;
2.    O evolucionismo como dogma da mentalidade moderna;
3.    O que é a Teoria da Evolução?;
4.    Erros filosóficos da Teoria da Evolução;
Bibliografia básica:
1.    CHARDIN, Pierre Teilhard de. O Fenômeno Humano. Tradução e notas José Luiz Archanjo. São Paulo: Editora Cultrix, s/d.
2.    CUÉNOT, Claude. Aventura e visão de Teilhard Chardin. Tradução Camilo Martins de Oliveira. Lisboa: Livraria Morais Editora, 1996.
3.    DARWIN, Charles. A origem das espécies. Esboço de 1842. Tradução Mario Fondelli. Rio de Janeiro: Newton Compton Brasil, 1996.
4.    __________. The origin of Species, 6a. ed. Cricket House Books, 2010.
5.    DI MARE, Rocco Alfredo. A concepção da teoria evolutiva desde os gregos. Idéias controvérsias e filosofias. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2002.
6.    DOBZHANSKY Theodosius. Genetics of the evolutionary process. Columbia University Press, New York, 1970.
7.    DUPOUEY, Patrick. Épistémologie de La biologie. La connaissance du vivant. Paris: Editions Nathan, 1997.
8.    FEDELI, Orlando. Evolucionismo: dogma científico ou tese teosófica? in Montfort.org.br
9.    GRAY, Ronald Douglas. Goethe the alchemist. A study of alchemical symbolism in Goeth’s literary and scientific works. Cambridge: Cambridge University Press, 1952.
10.  GILSON, Etienne. From Aristotle to Darwin and back again. A journey in final causality, species, and evolution. Translated by John Lyon. San Francisco: Ignatius Press, 2009.
11.  RUFFINI, Cardinal Ernesto. The theory of evolution judged by reason and faith. Translated by Rev. Francis O’Hanlon. Boonville, New York: Preserving Christian Publications, 2008.
12.  SOBER, Elliot. Philosophy of Biology. Westview Press; 2nd edition, January 12, 2000.

sábado, 13 de julho de 2013

QUAL O CAMINHO PARA UM PAÍS MAIS JUSTO?




Diante das manifestações populares ocorridas nas últimas semanas por todo o país, resta uma pergunta: como é possível promover a justiça na sociedade brasileira?
Pode parecer anacrônico, mas é um teólogo do século XIII que pode iluminar o caminho. Santo Tomás de Aquino, em sua obra Suma Teológica, afirma que existem duas maneiras de se promover a virtude em uma sociedade. A primeira é pela sanção das leis, ou seja, as leis são promulgadas e o seu não cumprimento gera penalizações. A segunda é pelo chamado "conselho paterno". Nesse caso não é necessária a sanção, a disciplina externa, mas tão-somente o reconhecimento de uma aliança paterna que pode se dar com a própria família ou uma filiação espiritual. (conf. I-II, q. 95, a. 1)
O conselho paterno só poderá ser dado pela família ou pela Igreja, jamais pelo Estado, pois não é sua função. Ao Estado cabe cuidar dos indisciplinados, aqueles que se inserem na primeira categoria mencionada. Ele deve conter os desordeiros para que haja um ambiente de liberdade e de virtude em que, outros agentes sociais, como a família e a Igreja, possam realmente educar as pessoas.
Proclamar que o Brasil é um Estado laico é afastar a Igreja e, consequentemente, a família de sua função de educar as pessoas, jogando para o Estado uma função que não é dele: educar para a virtude.
O encargo de instruir para a virtude não cabe a nenhum Estado, muito menos deste que governa o Brasil. Pelo simples motivo de que é um governo formado por pessoas que não acreditam nas virtudes, querem nivelar a todos por baixo. Essa afirmação é facilmente comprovada pela distribuição de cartilhas que ensinam crianças, jovens e adultos a usarem "corretamente" as substâncias entorpecentes. Ou pelas cartilhas distribuídas para as prostitutas, ensinando-as a se prostituirem adequadamente. Ou ainda pelas cartilhas que ensinam às crianças como se relacionarem sexualmente.
Disso infere-se que este governo não crê nas virtudes. A teoria adotada por ele, a do chamado menor dano é tão absurda e fora de propósito que acabará levando o país ao caos. A sociedade possui seus valores, antes mesmo de o governo existir. Por isso o Brasil vai mal, pois está tentando conter a desordem social somente pelo recurso da sanção da lei.
O caminho é o do conselho paterno, como ensinou Santo Tomás. Para isso, é necessário deixar de lado a ideia do Estado laico, bem como a afirmação equivocada de que a Igreja não possui um papel social. Ela possui sim, e é o de moldar os valores neste país.

Fonte original:
- Copiado do site do Padre Paulo Ricardo.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A BADERNA NACIONAL E O "HOMEM MASSA"

Quem está por trás do badernaço brasileiro? A quem isso interessa? Qual o propósito?

LIÇÕES DAS RUAS EFERVECENTES

sábado, 29 de junho de 2013

ANÁLISE DA ATUAL POLÍTICA BRASILEIRA

Por Olavo de Carvalho
[Vídeo e Texto]






[Você pode ouvir o vídeo e acompanhar a leitura pelo texto que se segue]

Nossos liberais e conservadores lêem Ludwig von Mises e Friedrich von Hayek e, vendo que eles tratam o marxismo como uma pseudo-ciência econômica, concluem alegremente que ele não vale nada, não merece maior atenção. Acontece que o marxismo enquanto ciência e técnica da ação revolucionária não depende em nada da "base econômica" que nominalmente o sustenta. Essa ciência e essa técnica são de uma exatidão assustadora e não podem ser compreendidas só com a leitura dos "pais fundadores" do movimento ou com a da sua crítica liberal: requer o acompanhamento de toda uma evolução do pensamento estratégico marxista, que começa com Marx e se prolonga até Saul Alinsky e Ernesto Laclau. Este último, invertendo a fórmula clássica das relações entre "infra-estrutura" e "super-estrutura", propõe abertamente a tese de que a propaganda revolucionária cria livremente a classe da qual em seguida se denominará representante. Maior independência de toda "base econômica" não se poderia conceber. Aqueles que imaginam ter dado cabo do marxismo tão logo refutaram seus princípios econômicos se acreditam muito realistas, porque eles próprios são crentes devotos da "base econômica" do acontecer político, a qual os próprios marxistas já superaram há muito tempo. O marxismo deve ser estudado, em primeiro lugar, como uma "cultura", no sentido antropológico do termo. Remeto os interessados a três artigos em que resumo o que penso a respeito (v. A natureza do marxismo, Marxismo esotérico e Diferenças específicas). Em segundo lugar, deve ser estudado como ciência e técnica da ação revolucionária, da intervenção ativa da elite revolucionária na sociedade e na história. Essa ciência é tão veraz, e a técnica que nela se arraiga é tão eficiente, que delas resulta este fato, tão fundamental entre todos e tão solenemente ignorado pelos críticos do marxismo: há pelo menos um século e meio o comunismo é o único – repito: o único – movimento político organizado unitariamente em escala mundial e dotado de uma consciência clara da sua continuidade, bem como das suas metamorfoses estratégicas. Todos os seus pretensos adversários e concorrentes são fenômenos locais, inconexos e passageiros, espalhados no tempo e no espaço como grãos de poeira soltos no vento, incapazes não só de fazer face ao rolo compressor do movimento comunista, mas até de enxergá-lo como um todo.

Sem nenhuma presunção de expor aqui o fenômeno no seu conjunto, mas raciocinando antes em função exclusiva dos últimos acontecimentos no Brasil, destaco adiante alguns pontos que, se não forem levados em conta, tornarão inviável qualquer tentativa de compreender os lances mais recentes da história continental e nacional.

O primeiro desses pontos é o seguinte: nenhuma ação comunista tem jamais – repito: jamais – um objetivo único e linear. Todas as decisões do comando estratégico comunista são sempre de natureza dialética e experimental. De um lado, jogam sempre com uma multiplicidade de forças em conflito, não interferindo jamais no quadro antes de ter uma visão bem clara das contradições em jogo e dos múltiplos sentidos em que elas podem ser trabalhadas. Sob esse aspecto, o pensamento marxista não mudou muito desde o começo. Apenas aprimorou formidavelmente a sua visão das contradições, integrando no seu retrato mental da sociedade inúmeros tipos de conflitos novos que ou não existiam no tempo de Marx ou ele não julgou relevantes; por exemplo, o conflito entre os impulsos sexuais e a ordem social, ou entre pais e filhos. De outro lado, a essa visão dialética cada vez mais sutil e aprimorada o marxismo acrescenta o caráter experimental e não dogmático de todas as suas decisões e ações estratégicas. A articulação de dialética e experimentalismo permite que as ações do movimento comunista se beneficiem, por um lado, de uma multiplicidade de direções simultâneas que desnorteiam o adversário, e, por outro, de uma capacidade de agir por avanços e recuos mediante contínuas e não raro velocíssimas mudanças de rumo.

Quem quer que, ao analisar a recente explosão de protestos, concentre sua atenção nas reivindicações nominais – redução das tarifas de transporte público, "mais educação", "mais saúde" etc. – para discutir sua justiça e viabilidade já prova, só nisso, sua total incompetência para lidar com o assunto. Mas quem quer que, furando essa primeira barreira de aparências, procure encontrar por trás delas um objetivo determinado e único que explique o conjunto, se engana talvez ainda mais desastrosamente.

Se os protestos têm um objetivo político determinado, este só é definido, na mente dos seus planejadores estratégicos maiores, em termos muito gerais e vagos. Gerais e vagos o bastante para admitir, a cada momento, novas e – para o adversário – imprevistas mudanças de rumo.

Tomando como ponto de partida o fato de que "o movimento" teve como seus criadores e mentores o Foro de São Paulo e a elite globalista condensada simbolicamente na pessoa do sr. George Soros, o seu objetivo geral já foi declarado muito antes de que o movimento eclodisse e não requer nenhum esforço especial de interpretação. Trata-se, em resumo, de encerrar a fase "de transição" e partir para a "ruptura" ou destruição ativa de um "sistema" já cambaleante e debilitado pela onipresente "ocupação de espaços". Os slogans escolhidos para instigar a massa não têm, em si, a mais mínima importância. Podem ser trocados a qualquer momento, conforme o rumo que as coisas vão tomando. A técnica da mutação também não é rígida, mas adapta-se velozmente a uma conjuntura em constante transformação; transformação que o próprio movimento acelera por sua vez. Não se trata, portanto, de alcançar este ou aquele objetivo concreto em particular, mas de operar com um leque de possibilidades em aberto e conservar, na medida do possível, algum controle do conjunto.

Essas possibilidades são exploradas simultaneamente e, conforme uma ou outra se revele mais viável ou mais problemática, será intensificada ou refreada pelo comando do processo. As mais importantes, a meu ver, são as seguintes:


  • (a) Trocar a própria liderança visível da esquerda, substituindo os agentes da "transição" pelos agentes da "ruptura", decididos a ações mais drásticas.

  • (b) Espalhar o caos para justificar medidas de força, aproveitando para, no mesmo ato, testar os "agentes de transição": se conseguirem controlar repressivamente a situação e aumentar o poder do grupo dominante, sobreviverão; caso contrário, serão trocados.

  • (c) Incitar à ação pública as forças antagônicas (cristãos, patriotas, conservadores etc.), para mapeá-las e averiguar as possibilidades de controlá-las ou extingui-las.

  • (d) Caso a evolução do movimento se mostre majoritariamente favorável aos objetivos dos planejadores, fomentá-lo ainda mais para que a própria ação da militância enragée adquira autonomia e conquiste autoridade por si própria, transmutando-se em nova estrutura de governo.


Esta possibilidade, a mais ostensivamente "revolucionária", parece já ter sido excluída, na medida em que as forças antagônicas, malgrado sua total desorganização e ausência de comando, se mesclaram ao movimento, ocuparam as praças públicas e acabaram, em certos casos, por acuar e sobrepujar a militância esquerdista.

O próprio comando da esquerda militante ordenou que as manifestações cessassem, o que imediatamente deixa o campo livre para as massas antagônicas e favorece, ipso facto, a adoção da via repressiva para estrangular a ameaça de um "golpe teocrático e fascista". Se esse estrangulamento tomará a forma de uma repressão policial violenta ou de um simples incremento do aparato de investigação e controle social, é cedo para dizer.

O detalhe mais importante, aí, é que as forças antagônicas se constituem exclusivamente de massas amorfas e desorganizadas, sem o mais mínimo comando estratégico e até sem aquelas figuras de heróis improvisados que um erro terminológico denomina "líderes", quando o certo seria chamá-los apenas de "símbolos aglutinadores". Essa massa é numericamente superior, seja à militância organizada do Foro de São Paulo, seja às tropas de arruaceiros subsidiadas pelo sr. George Soros. Sua presença nas ruas, bem como a vaia multitudinária que despejou sobre a presidenta Dilma Rousseff, são, no sentido mais estrito do termo, explosões espontâneas e anárquicas no mais alto grau, contrastando, nisso, com a ação bem planejada dos militantes do outro lado, que ocupam o espaço público armadas de instruções precisas, de slogans bem ensaiados (em Brasília, viu-se até o texto de uma convocatória inteira recitado em côro pela multidão). Desse modo, o que se viu nas ruas não foi uma competição entre forças de um mesmo gênero – duas militâncias, duas ideologias, duas forças políticas –, mas entre dois tipos de multidão radicalmente heterogêneos: a massa e a militância, a revolta confusa e a ação premeditada.

Quem não levar em conta esses fatores não entenderá absolutamente nada do que está acontecendo e estará privado até da mera possibilidade teórica de uma ação consequente.
 
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O que acabo de dizer pode levar o leitor surpreso a concluir que no meu entender, ou mesmo na realidade das coisas, os mentores do movimento comunista são gênios fora do comum, capazes de pensar em todas as alternativas ao mesmo tempo e de manejar todas as peças do tabuleiro.

Decerto não é bem assim. Comparado com a vastidão do seu alcance, o movimento comunista teve um número relativamente pequeno de gênios estratégicos, a começar por Lênin e Stálin, e um número um pouco maior mas nada notável de talentos estratégicos secundários, como Saul Alinsky, Ernesto Laclau ou a dupla Cloward & Piven. Mas algumas regras explícitas e tácitas que esses e outros seguiram acabaram por se incorporar à "cultura" comunista, isto é, a um conjunto de hábitos reflexos de pensamento compartilhados por toda a militância, que os assimila sem grande exame crítico, às vezes até num nível semiconsciente e pré-verbal. Isso quer dizer que essas regras transparecerão nebulosamente na conduta de líderes e militantes como as regras da gramática transparecem, deformadas mas não abolidas, na fala de quem nunca estudou gramática.

Não é preciso dizer que, na passagem dos princípios estratégicos explícitos e criticamente elaborados às regras semiconscientes automatizadas, o que era tirocínio estratégico se rebaixa ao estatuto de cacoetes mentais e de uma espécie de estupidez astuta; a complexidade do raciocínio dialético aparece agora como pensamento dúplice e escorregadio, uma espécie de incompreensão maliciosa que tudo deforma, mas deforma num sentido coerente com os propósitos gerais do movimento comunista e benéfico aos interesses do Partido.

Quem estudou o livro do psiquiatra polonês Andrew Lobaczewski, Political Ponerology, reconhecerá aí a queda de nível desde uma liderança original psicopática a uma classe de epígonos histéricos. A psicopatia é compatível com elevado grau de inteligência e aguda consciência da situação real. O epigonato histérico copia a conduta psicopática sem compreendê-la muito bem e, por isso, não diferencia claramente o diagnóstico objetivo da situação e o discurso de auto-identidade partidária. Dito de outro modo: não percebe muito bem quando está descrevendo uma situação objetiva e quando a está deformando para reforçar o sentimento de unidade da militância, fomentar o ódio ao inimigo ou persuadir a militância a seguir determinada linha de ação. O psicopata, quando mente, sabe que mente. No histérico, a mentira conveniente já se interiorizou ao ponto de não poder ser discernida como tal. O resultado é que uma visão totalmente falsa da situação pode, paradoxalmente, produzir uma ação relativamente eficiente, na medida em que reflete ainda, de longe e obscuramente, a visão estratégica originária. É como se disséssemos que o epígono ou militante histérico é louco, mas não rasga dinheiro: tem uma visão deformada da realidade, mas deformada num sentido que, por força dos automatismos acumulados na cultura comunista e da sua raiz longínqua numa visão estratégica consciente, ainda favorece a ação partidária.

Um exemplo claríssimo desse fenômeno é o recente pronunciamento do sr. Valter Pomar, reproduzido abaixo como Apêndice 2.

Ele começa assim: "Quem militou ou estudou os acontecimentos anteriores ao golpe de 1964 sabe muito bem que a direita é capaz de combinar todas as formas de luta."

Historicamente isso é falso. A direita brasileira nunca teve, por exemplo, um partido de massas ou uma militância adestrada e organizada. Muito menos teve uma rede mundial de partidos aliados, uma "internacional". Nem teve uma rede organizada de editoras de livros como o Partido Comunista sempre teve. E, durante todo o tempo de ocupação esquerdista do governo, nunca teve à sua disposição centenas de jornais "nanicos" como a esquerda teve durante o regime militar. Muito menos uma militância estudantil significativa. Muitas são as "formas de luta" que lhe faltaram e faltam.

Pomar não parece ter a mínima consciência disso. No entanto, tomar a falsidade como um fato ajuda a fortalecer a unidade da militância esquerdista pelo temor a um inimigo comum evocado de um passado quase mítico.

Pomar não está mentindo intencionalmente. Está mesclando e confundindo os dois níveis de discurso – a descrição da realidade e o apelo à unidade do grupo ouvinte --, como é próprio dos epígonos histéricos e da "estupidez astuta" a que me referi, quase que uma "deficiência eficiente", expressão paradoxal que corresponde à natureza paradoxal do fenômeno mesmo.
 
[Continua]