Anatoli

Anatoli

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

MÚSICA É CULTURA

Nada melhor que encerrar o ano de 2012 e preparar os espíritos para 2013 do que a inspiração de uma musica erudita.
Um abraço para todos que me visitam.
 
Anatolli.
 

Felix Mendelssohn Symphony No 3 A minor 'Scottisch' M Jansons , Bayerischer Rundfunk

sábado, 8 de dezembro de 2012

REFLEXÃO COM THOMAS MERTON

Por Anatoli Oliynik
 
Nunca é demais repetir coisas que alimentam a alma, dão energia ao corpo e proporcionam luzes para clarear o nosso caminho nestes tempos hodiernos tão eivados de descrença e materialidade, onde o mal e os psicopatas tripudiam sobre o bem e as coisas sagradas, fazendo escárnio de nossas crenças, atitudes, pensamentos e caráter.

O impacto que as palavras de Merton causam, já na primeira estrofe, nos leva a muitas meditações, porém destacam-se duas questões que cada um deveria fazer a si mesmo: Que caminho estou trilhando? Tenho consciência para onde ele está me levando?
 
 

THOMAS MERTON
 
 
Senhor Deus,
Não tenho a menor idéia de para onde estou indo,
Não enxergo o caminho à minha frente,
Não sei ao certo onde irá dar esse caminho.
 
Também não conheço verdadeiramente a mim mesmo,
E o fato de que penso que estou seguindo a Tua vontade
Não significa que realmente esteja seguindo a Tua vontade.
 
Mas acredito que o meu desejo de Te agradar
Realmente Te agrada.
E espero ter esse desejo em tudo o que fizer,
Espero nunca me afastar desse desejo.
 
Sei que, se assim o fizer,
Tu me guiarás pelo caminho correto
Embora eu possa nem saber que o estou trilhando.
 
Assim, confiarei sempre em Ti
Embora eu pareça estar perdido
E caminhando na sombra da morte.
 
E não temerei, porque Tu estás sempre comigo
E nunca deixarás que eu enfrente os perigos sozinho.
 
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(*) Thomas Merton (1915–1968) Monge Trapista da Abadia de Gethsemani, Kentucky, EUA, escreveu mais de setenta livros, a maioria sobre espiritualidade, e também foi objeto de várias biografias. Um homem sereno e ao mesmo tempo irado, como aquele que vê no conformismo a maior tragédia da humanidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A CONVERSÃO DE PAUL CLAUDEL

ODE de Paul Claudel (1868-1955)

"Ó meu Deus, lembro-me dessas trevas em que estávamos face a face; nessas sombrias tardes de inverno em Notre-Dame. Eu, sozinho, bem no fundo da igreja, alumiando a face do grande Cristo de bronze com uma vela de cinco vinténs. Todos os homens estavam contra nós – a ciência, a razão – e eu não respondia nada. Só a fé estava em mim, e eu Vos olhava em silêncio; como um homem que prefere o seu amigo.”

Por Anatoli Oliynik
Estamos no mês de dezembro de 2012. Século XXI. Terceiro milênio. Não vou falar de coisas pagãs tais como Papai Noel que no ideário popular substituiu Nosso Senhor Jesus Cristo de quem poucos se lembram, mesmo neste mês em que se comemora simbolicamente a data de seu nascimento.
Vou falar de um ato de conversão. A conversão de Paul Claudel descrita por ele mesmo. Nada mais apropriado para que cada um de nós possa fazer uma profunda reflexão sobre o modo de vida que estamos vivendo.
Tudo começa no ano 1 da nossa era. Esta história começa exatamente mil oitocentos e oitenta sei anos depois que brilhou a estrela de Belém e nosso Senhor Jesus Cristo habitou entre nós para mostrar-nos o caminho, a vida e a salvação.



A noite de Natal do dia 25 de Dezembro de 1886
"Assim se passavam as coisas com aquele pobre rapaz que, no dia 25 de Dezembro de 1886, entrava na catedral de Notre-Dame de Paris, para ali assistir ao ofício divino do Natal. Começava eu então a escrever, e tive a impressão de que poderia, com superior diletantismo, encontrar nas cerimônias católicas, um meio adequado e matéria para alguns trabalhos. Nesta disposição de espírito, apertado e empurrado pela multidão, assisti à Missa cantada, com moderada alegria. Como nada mais interessante havia a fazer, voltei de novo à tarde para assistir às Vésperas. Os meninos do coro da catedral, de roquetes brancos, e os alunos do Seminário de S. Nicolau du Chardonnet, que os auxiliavam, tinham justamente começado a cantar qualquer coisa em que mais tarde reconheci o Magnificat. Eu estava de pé no meio da multidão, junto da segunda coluna, perto da entrada para o coro, à direita, do lado da sacristia.



E ali se deu o acontecimento que domina toda a minha vida. Num momento, o meu coração sentiu-se tocado, e tive fé. Tive fé com tal intensidade de adesão, com tal exaltação de todo o meu ser, com uma convicção tão poderosa, com tal segurança, que não ficava margem para nenhuma espécie de dúvida. E, desde então, todos os livros, todos os raciocínios, todas as eventualidades de uma vida agitada não conseguiram abalar a minha fé; mais do que isso, nem sequer conseguiram tocar-lhe. Subitamente, apoderou-se de mim o sentimento fremente da inocência, da perpétua filiação divina: uma revelação inefável. Quando tento reproduzir, como faço frequentemente, o decorrer dos minutos que se seguiram a este momento excepcional, encontro sempre os seguintes elementos que, todavia, representam um único raio, uma única arma, de que a Providência divina se serviu para alcançar e abrir o coração de um pobre filho desesperado: «Que felizes são, de fato, os que crêem! E se fosse verdade? verdade! — Deus existe; está aqui presente! É alguém! É um ser tão pessoal como eu! — Ama-me! chama por mim!» Invadiram-me as lágrimas e os soluços e o cântico tão delicado do «Adeste» aumentou ainda a minha comoção."
O leitor deve estar se perguntando: Quem foi Paul Claudel? Foi um diplomata, dramaturgo e poeta francês, membro da Academia Francesa de Letras e galardoado com a grã-cruz da legião de honra. Foi um ateu que se converteu ao cristianismo e escolheu a Santa Igreja Católica como abrigo de sua nova morada. Alguém cuja soberba não subiu-lhe à cabeça, que foi tocado pelo espírito da fé e da humildade "alumiando a face do grande Cristo de bronze com uma vela de cinco vinténs". Que passagem magnífica !!!

Vejam que depoimento mais puro "Todos os homens estavam contra nós... e eu não respondia nada... Só a fé estava em mim, e eu Vos olhava em silêncio; como um homem que prefere o seu amigo." Uma declaração para verter lágrimas dos nossos olhos e tocar o fundo de nossa alma.

Neste mês de dezembro comemora-se os 2012 anos de nascimento daquele que foi impiedosamente pregado numa cruz e que fora preterido em troca de um ladrão e assassino: Barrabás. Mesmo tendo passado dois milênios, a grande massa não aprendeu absolutamente nada, continua preferindo Barrabás; grita por Barrabás; ovaciona Barrabás e clama por Barrabás.

Parece que nada mudou para muita gente !

sábado, 1 de dezembro de 2012

MISSA TRIDENTINA

ENTENDENDO A QUESTÃO




Colaboração do Canal Vortex.

Este vídeo explica de forma panorâmica o que é a Miss Tridentina e a história que a envolve. Os "porques" da polêmica contra e a favor da Missa que há 1500 anos permaneceu imutável e nos últimos 40 tornou-se objeto de ódio de alguns.
 

Missa Tridentina - Guabirotuba 28/10/2012
 



Largo da Ordem - 04/11/2012
(Por favor, aguarde alguns segundos para carregar)



Missa Tridentina 02/11/2012 - Paróquia do Divino Espirito Santo

(Todas as primeiras sextas-feiras do mês às 20 horas)